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Gestor, você está enxergando tudo aquilo que está tirando dinheiro do seu bolso?




Na nossa última coluna falamos sobre como os gestores devem entender que o “sistema” que criamos dentro da fazenda irá influenciar diretamente no comportamento das pessoas e consequentemente nos resultados. E como sistema não nos referimos aos softwares utilizados ou o sistema de produção que muitas vezes é utilizado como sinônimo do pacote técnico escolhido pelo produtor.




Do ponto de vista gerencial, o sistema é composto por um conjunto de fatores (ambiente, máquinas, entradas, processos, pessoas e fluxo) que interagem e geram um resultado ou, como chamamos, a saída do processo, seja esse resultado a produtividade, a qualidade, o custo ou até a pontualidade de uma operação:

Essa esquematização do Sistema de Gestão da Produção ajuda o gestor a entender que o os resultados do seu negócio é função de diversos fatores que juntos determinam quão eficiente é a empresa. Vamos entender um pouco mais cada componente desse modelo:

  1. Ambiente: O espaço físico onde as operações acontecem e a forma como esse espaço é organizado afeta o resultado, seja esse espaço um barracão, a oficina, o escritório e até a lavoura. Por exemplo, uma estrada que não está devidamente mantida, pode fazer com que uma máquina atole, impactando no tempo de execução da atividade, pessoas esperando, quebras, desperdício de tempo e dinheiro. O mesmo acontece em um escritório desorganizado em que es pessoas perdem tempo procurando documentos e materiais perdidos. Por isso, a organização do ambiente, a fim de buscar a maior eficiência dos processos e facilitar o trabalho, é fundamental para se obter melhores resultados.

  2. Máquinas: A disponibilidade e a condição das máquinas, equipamentos e instalações também são fatores decisivos para obter melhores resultados. Uma plantadeira que está desregulada não irá entregar o resultado esperado da operação com a qualidade necessária para o melhor potencial produtivo da lavoura, jogando mais ou menos adubo na hora do plantio, ou uma população/distribuição de sementes fora do planejado. Esse defeito entregue pelo processo de plantio será carregado ao longo do ciclo até a colheita. Por esse motivo o gestor deve não só enxergar problemas com as máquinas e corrigi-lo imediatamente, mas também desenvolver estratégias de gestão das manutenções corretivas e preventivas, simples e visuais para que o problema não volte a acontecer no futuro. Esse será tema de um futuro artigo da nossa coluna.

  3. Entradas: outro fator que impacta o resultado do negócio são os insumos que entram nos processos, seja por problemas de qualidade, disponibilidade no momento necessário ou quantidade. Além dos insumos, o gestor deve considerar como entrada no processo os resultados dos processos que antecederam aquela determinada operação, por exemplo, podemos considerar que o preparo de solo é um “fornecedor” do plantio e, consequentemente, o plantio é seu “cliente”. A qualidade do preparo de solo, que foi preparado indevidamente irá impactar no rendimento do processo de plantio. Dessa maneira o gestor também deve criar mecanismos de gestão das entradas nos processos, dando clareza para cada operador o resultado que se espera do trabalho dele.


Continuaremos explorando os demais componentes do sistema no próximo artigo da nossa coluna, criando um modelo mental para que você como gestor possa melhorar o seu negócio.


Destaque final:

Para ficar na cabeça: “Todo sistema é perfeitamente desenhado para entregar o resultado que ele está entregando.” – W. Edwards Deming



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